A previdência proposta dificulta acesso dos mais pobres, diz economista

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A reforma da Previdência proposta pelo governo de Jair Bolsonaro tende a apertar demais os direitos sociais e pode acabar gerando problemas estruturais, como a disparada de pobreza no médio e longo prazo; a restrição na concessão das aposentadorias rurais e as reduções das pensões e auxílios estão entre os itens mais criticados; “são regras muito duras e que atingem em cheio 30 milhões de brasileiros” afirma a economista Denise Gentil, docente na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro)

 

A reforma da Previdência proposta pelo governo de Jair Bolsonaro tende a apertar demais os direitos sociais e pode acabar gerando problemas estruturais, como a disparada de pobreza no médio e longo prazo. A restrição na concessão das aposentadorias rurais e as reduções das pensões e auxílios estão entre os itens mais criticados. “São regras muito duras e que atingem em cheio 30 milhões de brasileiros” afirma a economista Denise Gentil, docente na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

 

A professora ainda postula: “você pode até reduzir o gasto com Previdência, mas não é só para isso que se deve olhar; vai haver aumento da pobreza, e pobreza não é um bom negócio.”

 

A reportagem do portal UOL traz, ainda, o depoimento do advogado Roberto de Carvalho Santos, presidente do Ieprev (Instituto de Estudos previdenciários): “o Brasil é muito generoso em desonerações e renúncias fiscais, que reduzem a arrecadação (…) O ideal seria rever isso e equilibrar o cofre antes de partir para a retirada de direitos.”

 

A reportagem ainda destaca que “além de idades mínimas de 65 anos para homens e 62 para mulheres, a proposta fixa um período mínimo de 20 anos de contribuição. Hoje são 15 anos de colaboração para quem se aposenta por idade, ou 35 (homens) e 30 (mulheres) para a aposentadoria por contribuição, sem idade mínima.”

 

E emenda mais uma declaração da economista da UFRJ: “‘é um período que muitos não conseguem completar’, disse Denise, da UFRJ, mencionando autônomos, desempregados e pessoas que vivem boa parte da vida trabalhista na informalidade. São problemas especialmente comuns entre as pessoas de menores escolaridade e renda e que acabam reduzindo o período de colaboração.”

 

Fonte: Site do UOL

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