Assédio Sexual – Não é uma brincadeira sem consequências, nem um comportamento romântico

Chama-se assédio sexual no local de trabalho a qualquer comportamento ou manifestação, por palavras, gestos ou ações, de natureza sexual, não desejado pela pessoa a quem se destina e que se considera, portanto, ofensivo.

 

O assédio sexual é resultado de uma atitude condenável que minimiza a imagem das mulheres. Ora, as mulheres fazem parte da sociedade em que vivemos e fazem igualmente parte da população trabalhadora. Podemos, pois, dizer que o assédio sexual constitui uma barreira à igualdade de direitos e oportunidades no trabalho e no emprego.

 

O assédio sexual prejudica a carreira das pessoas ofendidas. É particularmente grave quando há situações de dependência profissional, de desemprego, de trabalho precário e de falta de qualificação profissional.

 

O assédio sexual é um novo nome para um velho problema. No entanto, começou, recentemente, a ser denunciado porque as mulheres foram tomando consciência dos seus direitos e da sua dignidade.

 

O assédio sexual não é uma brincadeira sem consequências, nem um comportamento romântico. Assim, não se deve confundir assédio sexual com uma relação livremente assumida, nem com sedução ou namoro.

 

O assédio sexual é uma forma de agressão que, além de ser um atentado à dignidade da mulher, falseia a relação de trabalho, pois sobrepõe a sexualidade ao papel de trabalhadora. Por isso se considera o assédio sexual também uma forma de discriminação no trabalho.

 

O assédio sexual é uma forma de violência que atinge particularmente as mulheres. Resulta da imagem de objeto sexual que os homens têm das mulheres. Deve-se também a uma situação de inferioridade em que as mulheres têm vivido, especialmente no mundo do trabalho.

 

Esta maneira de considerar as mulheres traduz-se, na prática, na subjugação das mulheres pelos homens, os quais têm detido um poder que a sociedade injustamente lhes atribui e tem fomentado.

 

Em que consiste o assédio sexual no local de trabalho

 

Sempre que, no seu local de trabalho, uma mulher é obrigada a suportar, contra a sua vontade:

 

  • olhares ofensivos;
  • alusões grosseiras, humilhantes e embaraçosas;
  • convites constrangedores;
  • graçolas ou conversas de segundo sentido;
  • comentários (de mau gosto) à sua aparência física;
  • exibição de fotografias pornográficas;
  • perguntas indiscretas sobre a sua vida privada;
  • toques;
  • gestos;
  • abusos de autoridade para obter favor

 

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