UGT participa de oficina de trabalho promovida pela OIT

06/06/2012

A União Geral dos Trabalhadores (UGT), através da Secretaria Nacional Para Assuntos da Diversidade Humana, representada por Ana Cristina dos Santos Duarte, participou da Oficina de validação dos Módulos do Manual de Capacitação e Informação sobre Gênero, Raça, Pobreza e Emprego – GRPE, promovida pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), nos dias 28 e 29 de maio de 2012, na sede da OPAS, em Brasília/DF.

 

O objetivo do trabalho consistiu na apresentação dos principais marcos conceituais no tema, produzidos no âmbito da OIT e também elaborados nos diferentes espaços de geração de conhecimento no Brasil; nas boas práticas em termos de políticas públicas, programas e ações, tanto governamentais quanto aquelas realizadas por organizações de trabalhadores/as e empregadores/as; e nas orientações para o aprimoramento da ação, a partir do seu enfoque e tendo como fio condutor a promoção de modelos de desenvolvimento mais equitativos e justos, promotores da igualdade de gênero e raça.

 

O GRPE compõe-se da capacitação conceitual e prática na articulação entre gênero, raça, pobreza e emprego a partir de módulos de formação, tendo como público os gestores/as de políticas públicas de combate à pobreza e exclusão social, geração de emprego e renda e promoção da igualdade de gênero e raça; as centrais sindicais e sindicatos; e as confederações de empregadores/as e empresas.

 

Acresce-se o propósito de transversalizar as dimensões de gênero e raça nas políticas e nas ações dos atores sociais, tendo como estratégia diminuir as desigualdades de gênero e raça a partir de maior efetividade das políticas públicas, dos programas e ações voltados para a superação da pobreza, promoção do emprego e da igualdade.

 

A primeira publicação do GRPE no Brasil ocorreu em 2006, pela OIT com a denominação de Programa de Fortalecimento Institucional para a Igualdade de Gênero e Raça, Erradicação da Pobreza e Geração de Emprego (GRPE), tendo como pilares a discriminação racial, a discriminação sexual, emprego e pobreza no Brasil.

 

Contou com a parceria do governo federal, através dos Ministérios do Trabalho e Emprego (MTE) e Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) e Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM).

 

No campo privado, especificamente no movimento sindical, o GRPE contou com a colaboração de vários dirigentes sindicais, dentre eles, Maria Aparecida Pinto (Cidinha), à época representando a CGT e João Baptista Neto, do Sindpd de São José dos Campos/SP.

 

Diante dos seus bons resultados, inúmeras solicitações e a necessidade de atualização para o cenário atual, a OIT não hesitou em retomar os trabalhos, com a participação de alguns colaboradores voluntários, tanto da gestão  pública quanto da privada, para mais uma vez, brindar os trabalhadores e trabalhadoras, com esse magnífico e extraordinário programa.

 

Por isso, a OIT tem o apoio incondicional de todos/as ugetistas, os quais lutam e almejam por plena igualdade de oportunidade aos trabalhadores e trabalhadoras e, segundo o presidente nacional da UGT, Ricardo Patah, após o lançamento pela organização internacional, temos a pretensão de realizar o programa de capacitação, através do GRPE, inicialmente nas regiões norte e nordeste do Brasil.

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